Devotos sobem ao Bonfim para agradecer o ano que termina e reforçam fé às vésperas de 2026
A sexta-feira (26) foi marcada por intensa movimentação na Basílica do Senhor do Bonfim, onde milhares de devotos baianos e visitantes reservaram o dia para agradecer pelas conquistas e pedir proteção para o ano que se aproxima. A tradição, mantida há décadas, transforma o encerramento do ano em um grande ato coletivo de fé, reunindo pessoas de diferentes regiões da Bahia e de outros estados do país.
Desde as primeiras horas da manhã, a Colina Sagrada recebeu fiéis que participaram de uma programação extensa, organizada para atender a alta demanda. Ao longo do dia, foram celebradas 13 missas, realizadas de hora em hora, com início às 5h e encerramento às 18h. Entre orações e promessas, muitos devotos mantiveram o ritual de amarrar as tradicionais fitinhas coloridas nos arredores do santuário, gesto simbólico associado a pedidos e agradecimentos, com a expectativa de que três desejos se realizem em 2026.
Além da presença popular, a celebração contou com a participação de autoridades políticas. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), esteve na missa das 6h, enquanto o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), participou da celebração das 11h. O gestor municipal esteve acompanhado da vice-prefeita e secretária de Cultura e Turismo, Ana Paula Matos, do ex-prefeito ACM Neto, além de secretários, vereadores, deputados e lideranças políticas. A missa foi presidida pelo padre Edson Menezes, reitor do Santuário do Senhor do Bonfim.
O encontro religioso reforça a importância do Bonfim como símbolo da identidade cultural e espiritual da capital baiana. A fé católica se mistura às crenças populares e às religiões de matriz africana, em um sincretismo que marca a religiosidade local e transforma o espaço em ponto de convergência espiritual e cultural.
A movimentação desta sexta-feira também antecipa a expectativa para a tradicional Lavagem do Bonfim, marcada para a segunda quinta-feira do ano, evento que mobiliza milhares de pessoas, impulsiona o turismo religioso e projeta Salvador nacionalmente. Para a cidade, além do significado espiritual, o período representa aquecimento econômico, visibilidade cultural e reafirmação das tradições que atravessam gerações.

















