A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (SececRJ) está relançando o projeto da Biblioteca Parque Digital, expandindo significativamente seu acervo de aproximadamente mil obras para quase nove mil, incluindo audiolivros e livros digitais.

“Essa renovação envolve não apenas o aumento do acervo, mas também uma nova proposta e estrutura. Trata-se de uma plataforma moderna e interativa, acessível tanto por dispositivos móveis quanto por computadores”, afirmou nesta sexta-feira (19) o superintendente de Leitura e Conhecimento da SececRJ, Gabriel Salabert, à Agência Brasil.
A iniciativa faz parte da campanha Literatura do Rio ao RJ, desenvolvida pela SececRJ, como parte das celebrações pelo título de Capital Mundial do Livro, concedido à capital do estado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Salabert mencionou que o acervo está totalmente atualizado e que a biblioteca física frequentemente recebe solicitações por títulos indisponíveis, os quais a superintendência busca disponibilizar na Biblioteca Parque Digital.
“Nosso objetivo é alcançar todo o estado. Recebemos muitas mensagens de pessoas que desejam acessar a plataforma, mas não residem perto da Biblioteca Parque ou de outra unidade nossa. Agora, a Biblioteca Parque Digital está disponível para todo o estado, e estamos muito satisfeitos com isso.”
Acessibilidade
A plataforma oferece diversos recursos de acessibilidade, como a conversão de texto em voz para pessoas com dislexia, uma dificuldade na compreensão da leitura após lesão no sistema nervoso central, que afeta pessoas que antes sabiam ler.
“É possível marcar o ponto de leitura interrompido e continuar a leitura em um tablet ou celular. O acervo é bastante diversificado.”
O acervo da nova ferramenta abrange tanto obras clássicas quanto contemporâneas. A plataforma oferece empréstimo de e-books (online e offline), além de uma seção exclusiva com audiolivros, reforçando o papel da SececRJ em facilitar a inclusão e o acesso ao conhecimento para todos.
E-books online exigem conexão à internet para acesso e leitura, enquanto os offline permitem baixar o arquivo para leitura sem internet. Ambos os formatos digitais são acessíveis em dispositivos como computadores e tablets, com a leitura offline dependendo de aplicativos e plataformas que ofereçam essa funcionalidade.
A secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, destacou que uma das missões da secretaria é levar cultura e leitura de forma gratuita para toda a população.
“A Biblioteca Parque Digital foi um marco na democratização do acesso ao livro, especialmente na era tecnológica em que vivemos. Agora, com a ampliação do acervo e com novas funcionalidades, como o Módulo de Experiências, damos mais um passo importante rumo ao reconhecimento do Rio como Capital Mundial do Livro. É motivo de muito orgulho ver nossa política pública alcançar ainda mais pessoas e fortalecer a cultura leitora em todos os territórios fluminenses”, concluiu Danielle.
Módulo de experiências
O superintendente de Leitura e Conhecimento informou que o Módulo de Experiências de Aprendizagem permitirá o contato com todas as bibliotecas públicas e comunitárias do estado.
“Podemos oferecer cursos para todos que acessarem a plataforma, promover simpósios e encontros para discutir literatura e estimular a leitura, além de oferecer formação para os agentes literários das bibliotecas comunitárias e públicas de todo o estado do Rio de Janeiro.”
O Módulo Experiências de Aprendizagem chega com uma nova versão do aplicativo e pode ser usado para Clubes do Livro, onde os participantes se reúnem para discutir as obras selecionadas, e em oficinas para quem deseja aprender a escrever histórias, poemas e roteiros.
Além disso, o espaço é ideal para apoiar profissionais da cultura, como autores, divulgando suas histórias e compartilhando conhecimento.
Clube de leitura
Gabriel Salabert adiantou que algumas atividades já estão sendo planejadas para o próximo ano, incluindo o Clube de Leitura.
“Já realizamos na Biblioteca Parque e agora também faremos na Biblioteca Parque Digital, ampliando o alcance, pois permite que pessoas que não podem comparecer nos horários programados assistam de qualquer lugar. Proporremos esse clube de leitura e atividades de encontro, atividades de formação de escrita literária, formação para contadores de histórias. É um leque de atividades para o mundo da literatura.”
Para promover a interação entre leitores e autores, Salabert esclareceu que obras de escritores que não fazem parte do acervo podem ser temporariamente incluídas na Biblioteca Parque Digital para divulgação.
“Estamos buscando a melhor forma de viabilizar isso, para que todos tenham acesso”. O novo modelo da Biblioteca Parque Digital começou a funcionar na quinta-feira (18): “Temos certeza que será um grande sucesso.”
Acesso
Essa ferramenta é destinada a moradores do estado do Rio de Janeiro. O superintendente afirmou que a plataforma é aberta e não há restrições de acesso, mesmo para quem se encontra fora do estado.
Para acessar, é necessário se cadastrar no site e confirmar o cadastro por e-mail. A Biblioteca Parque Digital também pode ser acessada através de um aplicativo para celular, disponível para Android e IOS.
“O cadastro é rápido e simples, sem burocracia, para que você possa ter acesso a todo o conteúdo e ler no trem, no metrô, no ônibus, ou durante viagens, de forma digital.”
O aplicativo pode ser baixado na Apple Store, no Google Store ou pelo site.
Segundo Salabert, os amantes do livro físico continuam tendo acesso ao acervo da Biblioteca Parque física.
“A Biblioteca continua ativa. E a Biblioteca Parque Digital é apenas mais uma opção para a população.”
A Biblioteca Digital funciona 24 horas por dia. Já a Biblioteca Parque física não funcionará nos dias 24, 25, 31 e 1º de janeiro de 2026.
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