Parlamentar é acusado de perseguição, violência psicológica e ameaças; defesa nega acusações e critica atuação do Ministério Público
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou o deputado estadual Lucas Diez Bove (PL) por perseguição, violência psicológica, física e ameaça contra sua ex-esposa, a influenciadora digital Cíntia Chagas. A promotoria pediu à Justiça a prisão preventiva do parlamentar, alegando descumprimento reiterado das medidas protetivas concedidas à vítima. Bove nega as acusações.
De acordo com a denúncia, o deputado teria ignorado diversas ordens judiciais, mesmo após ser notificado e advertido formalmente. O MP afirma que o parlamentar demonstrou “desprezo pelas restrições impostas” e que as medidas protetivas já não são suficientes para garantir a segurança de Cíntia. O caso ganhou repercussão após denúncias de agressões físicas e psicológicas ocorridas durante o relacionamento, que durou mais de dois anos.
Bove já havia sido indiciado em setembro pelos crimes de perseguição e violência psicológica. O Ministério Público também aponta que ele expôs a ex-companheira publicamente, sugerindo que ela mentia, o que teria causado desgaste emocional e humilhação. Cíntia afirma ter sido agredida em diferentes episódios, inclusive com o arremesso de uma faca e de uma garrafa de água.
Em nota, Cíntia Chagas declarou que confia na Justiça e defendeu que “é moralmente inaceitável que agressores de mulheres permaneçam investidos em funções de poder”. O deputado, por sua vez, afirmou que é alvo de perseguição política e que o pedido de prisão é “infundado”. O caso segue sob análise do Judiciário paulista.

















