Ministro da Saúde denuncia limitação de circulação em Nova York e classifica medida como arbitrária e contrária ao direito internacional
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta sexta-feira (19) que não participará da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, após restrições impostas pelo governo dos Estados Unidos. Em carta enviada aos países membros da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), ele responsabilizou Washington pela limitação de sua circulação, que ficaria restrita a poucos quarteirões da sede da ONU.
Padilha afirmou que a medida inviabiliza a presença brasileira em reuniões internacionais e compromete a atuação do país em organismos multilaterais, sobretudo no momento em que o Brasil ocupa a presidência pro tempore do Mercosul, dos BRICS e lidera a Coalizão do G20 na Saúde. Ele classificou a decisão como “arbitrária e autoritária”, em desacordo com o direito internacional.
Segundo informações divulgadas pela CNN, os deslocamentos autorizados a Padilha e familiares se restringiriam a rotas específicas entre hotel, sede da ONU, missão permanente do Brasil e residência do embaixador brasileiro, em um perímetro máximo de cinco quarteirões. O ministro também não poderia viajar a Washington para participar da conferência da Opas, para a qual havia sido convidado.
Durante evento na Unicamp, em São Paulo, Padilha ironizou a situação: “Primeiro que eu não sou procurado pela Interpol, não sou condenado a nada no país para ter tornozeleira eletrônica nem do Brasil, nem dos Estados Unidos”.





















