Dados da Sesab apontam queda de casos entre adolescentes em 2025; governador pede responsabilidade na divulgação de informações
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), usou as redes sociais neste domingo (24) para rebater boatos que circularam sobre um suposto surto de HIV/Aids entre adolescentes no estado. A informação, espalhada em grupos de WhatsApp e perfis digitais, apontava que cerca de 11 mil jovens de 14 a 19 anos teriam sido diagnosticados com a doença em 2025, dado classificado como “mentiroso e alarmista” pelo gestor.
Segundo Jerônimo, os números oficiais da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) mostram cenário bem diferente. Até o início de agosto deste ano, foram registrados 93 casos de HIV nessa faixa etária, menos da metade do volume apurado no mesmo período de 2024, quando houve 184 ocorrências. A Sesab reforçou que não há qualquer evidência de aumento explosivo de notificações e que a rede de atendimento segue estruturada para oferecer diagnóstico precoce e tratamento gratuito.
A pasta ainda destacou que a queda registrada em 2025 é resultado de ações permanentes de prevenção, campanhas educativas em escolas e comunidades e ampliação da distribuição de preservativos e testes rápidos. Para especialistas da área, a disseminação de notícias falsas como essa pode comprometer anos de trabalho em saúde pública, criando pânico e afastando jovens da busca por diagnóstico e tratamento.
Em sua publicação no X (antigo Twitter), o governador ressaltou o compromisso da gestão com a transparência e pediu cautela à população: “Seguimos trabalhando com seriedade, transparência e responsabilidade, fortalecendo as ações de prevenção, investindo no diagnóstico precoce e garantindo tratamento gratuito para todo o povo baiano. Não espalhem boatos. Compartilhem a verdade!”.
A repercussão nas redes sociais levou a Sesab a reforçar um alerta sobre os riscos da desinformação em temas de saúde. O órgão orienta que a população busque informações apenas em canais oficiais, como o site da secretaria, os perfis institucionais do governo e plataformas reconhecidas, como o Ministério da Saúde.
Com a queda nos registros entre adolescentes, especialistas defendem que a prioridade agora é manter as estratégias de prevenção ativas, ampliar o acesso ao teste rápido e combater o estigma ainda associado ao HIV/Aids.
O governo estadual pretende intensificar campanhas educativas até o fim do ano, especialmente voltadas ao público jovem, considerado mais vulnerável à circulação de informações falsas nas redes sociais.

















