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“As pessoas dizem que criança e adolescente não leem, mas eu discordo. É só ter novidades que eles correm para pegar livros emprestados.” A opinião é de Kely Louzada, idealizadora da biblioteca comunitária Atelier das Palavras no morro da Mangueira, no Rio de Janeiro.

“Acredito que cresci intelectualmente por conta da leitura”, confirma Jorge Henrique de Souza, que desde criança frequentava o Atelier das Palavras e hoje é estudante universitário e trabalha na biblioteca.
“Comecei a ajudar aqui desde criança, onde passava muito tempo do meu dia. Hoje, posso retribuir tudo que aprendi na infância, mostrando com carinho para as crianças que estão sempre aqui que a leitura faz diferença, e também mostrar que este é um espaço onde podemos acolher com livros, mostrando para uma nova geração, muito tecnológica, que os livros existem para somar na vida deles”, testemunha Jorge Henrique.
O Atelier das Palavras foi uma das 300 bibliotecas comunitárias vencedora do prêmio Pontos de Cultura em 2024, criado pelo Ministério da Cultura (MinC). Contemplada com R$ 30 mil, a biblioteca fundada por Kely Louzada atualizou seu acervo e manteve o interesse dos pequenos e jovens leitores.
A biblioteca, que fica na entrada do morro da Mangueira, também se moderniza com doações de livros de interesse do seu público e participa de editais públicos para manter as estantes atualizadas.
“A gente trabalha muito com doações, mas também temos uma parceria com as secretarias de Cultura do estado e do município, que nos ajudam a estar sempre renovando nosso acervo”, diz Kely, referindo-se aos livros patrocinados no ano passado pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) do governo federal, que são repassados pelas secretarias de Cultura e de Educação.
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