Foto: Ricardo Stuckert / PR
Brasil e China firmaram um acordo comercial considerado um marco nas relações bilaterais, com potencial para transformar a dinâmica das exportações brasileiras e ampliar a presença do país no mercado internacional. A parceria reduz burocracia e custos na venda de carne bovina e soja para o gigante asiático, adotando um sistema de rastreamento por blockchain que acompanhará os produtos “do campo ao porto de Xangai”. O novo modelo corta o tempo de liberação de cargas de 14 para apenas 2 dias, gerando uma economia anual estimada em R$ 12 bilhões para os produtores.
Outro ponto estratégico é a adoção do yuan digital em 40% das transações, diminuindo a dependência do dólar e blindando o comércio contra oscilações cambiais e sanções econômicas. O acordo também prevê a construção de silos controlados por empresas chinesas nos portos de Santos e Paranaguá, garantindo fluxo contínuo de exportações mesmo em cenários de instabilidade geopolítica.
Para o embaixador Celso Amorim, o avanço é político e econômico: “Enquanto alguns fecham portas, nós abrimos pontes tecnológicas e comerciais com quem respeita nossa autonomia”. O ministro Fernando Haddad classificou a iniciativa como “uma arma contra o imperialismo cambial”.
As projeções para 2025 são expressivas: exportações de soja devem saltar de 82 para 95 milhões de toneladas, a cota de carne bovina para a China terá acréscimo de 300 mil toneladas — com prioridade aos pequenos produtores — e a cadeia logística e rural deve gerar cerca de 200 mil novos empregos.
O acordo também abre caminho para expandir o modelo para minérios e etanol, fortalecendo a integração econômica entre países do eixo Sul-Sul e posicionando o Brasil como fornecedor estratégico de alimentos e energia limpa para o mercado chinês.

















