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Em meio a manifestações de protesto e cânticos de diferentes povos indígenas, a 4ª Marcha das Mulheres Indígenas percorreu o Eixo Monumental e a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, na tarde de quinta-feira (7). A organização informou que a marcha reuniu mais de sete mil participantes. O tema central do evento foi “Nosso corpo, nosso território: somos as guardiãs do planeta”.

As reivindicações incluíam a defesa da demarcação de terras, protestos contra a violência de gênero nos territórios indígenas e críticas ao projeto de lei que flexibiliza licenças ambientais, conhecido como “PL da Devastação”. O marco temporal também foi alvo de críticas, expressas em diversas línguas, em faixas e cartazes carregados durante a caminhada.
A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, ecoou as principais demandas das mulheres presentes. “Seguimos unidas em busca do bem-estar dos povos indígenas”, afirmou. Ela estava acompanhada da atriz Alessandra Negrini, ambas portando uma faixa com a mensagem de proteção ao corpo e ao território indígena.
“Protagonistas”
A marcha contou com a participação de indígenas de todos os biomas brasileiros.
“Este é o momento de demonstrarmos que somos as protagonistas de nossa própria história. Nossa luta é pela vida e pela preservação das florestas”, declarou a ativista e artista indígena Weena Tikuna, de 36 anos, do território Umariaçu, em Tabatinga, no Amazonas.
Weena e outras mulheres ressaltaram a urgência de reduzir a devastação, cujas consequências imediatas são as mudanças climáticas.
A indígena Aline Ikpeng, residente no Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso, também participou da manifestação, carregando sua filha pequena no colo. Ela explicou que viajou a Brasília para lutar pelas futuras gerações. “Estamos sendo destruídas, a floresta e os animais estão desaparecendo”, lamentou.
Homologação
Durante a semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto homologando mais três Terras Indígenas.
Foram reconhecidas as Terras Indígenas Pitaguary, Lagoa Encantada e Tremembé de Queimadas, todas localizadas no estado do Ceará. Somando-se a estas, são agora 16 territórios indígenas homologados nos últimos dois anos.
De acordo com o governo, os territórios foram reconhecidos com base no avanço dos processos administrativos e na conclusão do tempo de espera pelo reconhecimento dos direitos territoriais.
Também na manifestação, a indígena Aline Ikpeng, que vive no Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso, levava no colo sua bebê de menos de um ano. Ela disse que viajou para Brasília para lutar pelas futuras gerações. “Nós estamos sendo massacrados, a mata e os animais [estão] desaparecendo”, lamentou.
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