O Governo da Bahia avalia mudanças nas regras do Teste de Aptidão Física (TAF) exigido em concursos da Polícia Civil (PC) e do Departamento de Polícia Técnica (DPT). Uma portaria publicada nesta quinta-feira (7) pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) instituiu um grupo de trabalho com representantes dos dois órgãos e da própria PGE para discutir o tema.
A iniciativa tem como foco a elaboração de uma proposta de revisão normativa sobre a obrigatoriedade do TAF, etapa eliminatória tradicional nos certames da segurança pública. Atualmente, o teste inclui quatro exercícios: barra (dinâmica para homens e estática para mulheres), flexão abdominal e corrida de 12 minutos. A aprovação depende do desempenho físico e da execução correta dos movimentos.
O grupo terá até 60 dias para apresentar um parecer conclusivo. Ao todo, oito integrantes compõem o colegiado, entre titulares e suplentes, designados pelas instituições envolvidas.
A possível flexibilização ou reformulação do TAF surge em meio a críticas sobre critérios físicos que, segundo especialistas e candidatos, nem sempre se alinham às exigências práticas do cargo, especialmente no caso do DPT, onde a atividade operacional é restrita. A revisão poderá abrir caminho para concursos mais inclusivos, sem prejuízo da capacidade técnica ou funcional dos futuros servidores.

















