O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou neste domingo (20) que não pretende renunciar ao mandato na Câmara dos Deputados. Licenciado desde março e morando nos Estados Unidos, o parlamentar declarou, durante uma transmissão ao vivo no YouTube, que pode seguir como deputado por mais algum tempo. “Eu não vou fazer nenhum tipo de renúncia. Se eu quiser, eu consigo levar meu mandato, pelo menos, até os próximos três meses”, disse.
O prazo de 120 dias de sua licença terminou neste domingo. No entanto, o recesso parlamentar e a dinâmica de registro de faltas devem adiar qualquer decisão prática sobre sua situação. As atividades da Câmara só serão retomadas em 4 de agosto.
Sem apresentar pedido formal de renúncia até esta segunda-feira (21), Eduardo volta automaticamente à ativa e volta a receber o salário de R$ 46,3 mil, segundo a assessoria da Casa. Mesmo não retornando ao Brasil, ele não corre risco imediato de perda de mandato. Isso só ocorreria se ele ultrapassasse o limite de um terço de faltas injustificadas nas sessões plenárias. Até o momento, acumula quatro ausências não justificadas, conforme o portal da Câmara.
Seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), comentou o cenário na última quinta-feira (17): “São 44 sessões ainda [às quais ele pode faltar]”.
Na última semana, Eduardo chegou a sugerir que poderia abrir mão do cargo. Em entrevista à Folha de S.Paulo, afirmou: “Não vejo a possibilidade de eu voltar agora, porque, se eu voltar, o Alexandre vai me prender”. Acrescentou ainda que estudava duas opções: oficializar a renúncia ou simplesmente deixar o tempo correr até perder o mandato por excesso de faltas.
Eduardo justificou sua licença alegando que o período seria usado para denunciar, no exterior, autoridades brasileiras envolvidas em investigações contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Seu suplente, o Missionário José Olímpio (PL-SP), assumiu a cadeira durante os quatro meses de afastamento.





















