A greve dos professores da rede municipal de Salvador chegou ao fim nesta sexta-feira (18), após 74 dias de paralisação. A decisão foi aprovada durante assembleia realizada no Ginásio de Esportes dos Bancários, com a participação da categoria organizada pela APLB Sindicato.
Embora os termos completos do acordo ainda não tenham sido divulgados, o secretário municipal de Educação, Thiago Dantas, confirmou que será garantido o pagamento do piso nacional do magistério, no valor de R$ 4.867,77.
Com o fim da greve, a expectativa é de que as aulas nas 415 escolas municipais da capital sejam retomadas já na próxima semana. A rede atende atualmente cerca de 131 mil alunos. Para compensar o período de mais de dois meses sem atividades, o calendário letivo será ajustado e poderá se estender até janeiro de 2026. O novo cronograma será definido nos próximos dias.
Apesar do encerramento formal da paralisação, a categoria decidiu manter o estado de greve, como forma de pressão por outras demandas ainda não atendidas. “A luta continua por mais avanços”, afirmou Rui Oliveira, presidente da APLB.
Na véspera da decisão, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) havia dado 24 horas para que os gestores das 35 escolas que ainda permaneciam fechadas providenciassem a reabertura das unidades. Antes disso, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) havia imposto multa diária de R$ 30 mil e determinado o bloqueio de bens do presidente da APLB por descumprimento das decisões judiciais que exigiam o fim da greve.

















