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Rio Sem LGBTIfobia: 15 anos de luta contra a discriminação com novo desafio de expansão

Redação Boletim Bahia por Redação Boletim Bahia
1 ano atrás
em Notícias
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Rio Sem LGBTIfobia: 15 anos de luta contra a discriminação com novo desafio de expansão

© Governo do RJ/Divulgação

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O psicólogo Alexander Borges, de 26 anos, se mudou de Cuiabá para o Rio de Janeiro para morar com sua noiva, mas enfrentou dificuldades em encontrar um emprego. As contas mensais eram pagas apenas com a ajuda dos pais e da sogra.

A situação o levou a uma profunda tristeza, até que descobriu que, como homem trans, poderia contar com o apoio do programa estadual Rio Sem LGBTIfobia.

“Minha noiva descobriu o programa, disse que eles tinham psicólogos e ajudavam com questões de emprego”, conta Alexander. “Eu estava muito triste e ansioso. Foram muito atenciosos e me apoiaram bastante. E o programa me encaminhou para uma oportunidade de emprego no Tribunal de Justiça. Participei e passei no processo seletivo”.

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Rio de Janeiro (RJ), 25/06/2025 - Alexander Borges, homem trans que conseguiu emprego por meio do Rio Sem LGBTfobia. Foto: Alexander Borges/Arquivo Pessoal
Rio de Janeiro (RJ), 25/06/2025 - Alexander Borges, homem trans que conseguiu emprego por meio do Rio Sem LGBTfobia. Foto: Alexander Borges/Arquivo Pessoal

Alexander Borges, homem trans que conseguiu emprego por meio do Rio Sem LGBTIfobia. Alexander Borges/Arquivo Pessoal

Alexander assinou a carteira de trabalho na última segunda-feira (23) e já começou a trabalhar na terça (24). No mês do Orgulho LGBTQIA+, celebrado sempre em junho, ele comemora a conquista e defende a importância de programas voltados para a garantia de direitos fundamentais da população LGBTQIA+.

“Essas pessoas muitas vezes estão em situação de vulnerabilidade social e econômica. Muitos nem têm noção de que existe esse tipo de ajuda e que possuem direitos básicos de vida. O programa ajuda a lembrar constantemente a importância da luta”, diz Alexander. “Espero que essa vitória coletiva continue. E que o programa seja mais divulgado, porque é transformador, abre muitas portas”.

Iniciativa inovadora

O Rio Sem LGBTIfobia completou 15 anos no mês de maio e é um exemplo de iniciativa pública que permitiu avanços no atendimento das demandas e necessidades do público-alvo.

Geridos pelo programa, os Centros de Cidadania LGBT acolhem tanto pessoas em situações de violência como outros que precisam de informações mais gerais. São ofertados atendimentos jurídico, social e psicológico a pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgêneras. Funcionam ainda como espaços de mobilização por políticas públicas de combate à homofobia e à transfobia.

O atual coordenador do Rio Sem LGBTIfobia, Ernane Alexandre Pereira, destaca a ampliação do alcance do programa ao longo dos 15 anos. Ele também é superintendente de Políticas para LGBTI+ da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do governo do estado do Rio de Janeiro.


Rio de Janeiro (RJ), 25/06/2025 - Coordenador do Rio Sem LGBTIfobia, Ernane Alexandre Pereira. Foto: Emane Alexandre Pereira/Arquivo Pessoal
Rio de Janeiro (RJ), 25/06/2025 - Coordenador do Rio Sem LGBTIfobia, Ernane Alexandre Pereira. Foto: Emane Alexandre Pereira/Arquivo Pessoal

Coordenador do Rio Sem LGBTIfobia, Ernane Alexandre Pereira. Emane Alexandre Pereira/Arquivo Pessoal

“Hoje, temos 23 equipamentos espalhados nos 92 municípios do Rio de Janeiro. Essa interiorização permite que nossas boas práticas e políticas públicas possam se estender para a população mais distante da capital. A gente consegue acolher melhor vítimas de violência ou outras pessoas que precisam de apoio. É um trabalho feito com equipe multidisciplinar, com assistentes sociais, advogados, psicólogos”, diz Ernane.

Histórico do programa

No principal edifício da Central do Brasil, por onde milhares de pessoas circulam diariamente, não é só o tradicional relógio de quatro faces que se destaca. De longe, as janelas do sétimo andar chamam a atenção por ter uma bandeira grande arco-íris e um número de telefone: 0800-023-4567.

O Disque Cidadania LGBT funciona 24 horas por dia, e sete dias por semana. O canal telefônico é uma das principais ferramentas de atendimento do Rio Sem LGBTIfobia, que tem o prédio da Central do Brasil como sede administrativa desde o início do programa, em 2010.

Alguns antecedentes ajudam a entender o processo de formulação do programa estadual. Primeiro, é preciso considerar que ele surge depois de um histórico de lutas da população LGBTQIA+, que desde as últimas décadas do Século 20 pressionava o poder público por iniciativas específicas e direitos fundamentais.

No contexto estadual, uma das primeiras conquistas foi a Lei 5.034/0749, em maio de 2007. Sancionada pelo governo, ela concedeu benefícios previdenciários para parceiros homoafetivos de servidores públicos.

No mês seguinte, um decreto estadual estabeleceu que fosse


Fonte

Redação Boletim Bahia

Redação Boletim Bahia

A Redação Boletim Bahia é formada por jornalistas e colaboradores comprometidos em informar com responsabilidade, agilidade e independência. Com foco nos principais acontecimentos da Bahia e um olhar atento para as pautas locais, buscamos ampliar vozes, fiscalizar o poder e valorizar histórias que impactam a vida da população.

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