No último domingo, diversas cidades ao redor do mundo foram palco de uma série de protestos. Nos Estados Unidos, cidades como Nova York e Los Angeles viram milhares de pessoas se reunirem para condenar o ataque às usinas nucleares iranianas, que ocorreu no sábado anterior. 

A agência de notícias Reuters teve a oportunidade de entrevistar Natália Marquez, de 27 anos, uma das organizadoras do protesto em Nova York. De acordo com ela, o ataque dos EUA foi apenas uma desculpa para explorar recursos.
“Estamos diante de uma guerra que poderá causar milhões de mortes, muito semelhante ao nosso envolvimento no Iraque, uma guerra de agressão prolongada por duas potências nucleares, os Estados Unidos e Israel. Eles afirmam, com profunda ironia, que o Irã é o agressor na região devido ao seu programa nuclear civil, quando, na realidade, os Estados Unidos são o único país a já ter usado armas nucleares em uma guerra”, enfatizou Natália.
Além disso, protestos contra o bombardeio norte-americano foram realizados em Teerã, capital do Irã, e em cidades da Grécia, Iraque e Paquistão.
Em Paris, houve manifestações tanto a favor do Irã quanto de Israel. Iranianos se reuniram na capital francesa para exigir um cessar-fogo no Oriente Médio, incluindo a Faixa de Gaza.
Em outra parte da cidade, aconteceu um festival de música em apoio a Israel, marcado antes do ataque norte-americano ao Irã, nas proximidades da Torre Eiffel.
“Devemos viver em paz com os iranianos, devemos estender a mão, mas não a Khamenei e sua comitiva”, disse o organizador do festival, Richard Seban, em entrevista à Reuters.
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