A Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou, na última quarta-feira (18), a intenção de firmar um acordo judicial para conceder indenização aos familiares do jornalista Vladimir Herzog, vítima de assassinato durante o regime militar no Brasil.

Uma cerimônia simbólica para assinatura do acordo está agendada para o dia 26, em São Paulo. A família do jornalista deve receber R$ 3 milhões, valor destinado a compensar danos morais e também a pagar valores retroativos da reparação econômica.
O acordo é parte de uma ação judicial movida pela família contra a União, buscando reparação.
Segundo o advogado-geral da União, Jorge Messias, a celebração do acordo reflete o compromisso da instituição em reparar violações de direitos humanos ocorridas durante a ditadura militar.
“Resolve conflitos de forma consensual e promove a justiça histórica, que são princípios da nossa Constituição e compromissos éticos da AGU”, destaca Messias.
Vladimir Herzog exercia o cargo de diretor de jornalismo da TV Cultura em outubro de 1975, quando foi abordado por militares na emissora. No dia seguinte, ele se apresentou voluntariamente na sede do Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi/SP), localizado na Vila Mariana, em São Paulo.
Already no DOI-Codi, ele foi submetido a tortura e, posteriormente, assassinado. Os militares forjaram uma cena para simular suicídio. Na celebração da missa de sétimo dia, na Catedral da Sé, mais de 8 mil pessoas compareceram, transformando o evento em um ato ecumênico. Este episódio marcou uma luta simbólica contra a ditadura militar e em prol da restauração da democracia.
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