A capital baiana viveu uma noite marcada pelo caos, violência e sensação de impunidade. Em diferentes pontos de Salvador, moradores relataram momentos de desespero diante de episódios que reforçam a escalada da insegurança pública. O governador do estado, no entanto, segue em silêncio, o que tem sido interpretado por parte da população como omissão.
Na noite desta quarta feira (10), estudantes da Unijorge, campus localizado na Avenida Paralela, relataram momentos de pânico durante o intervalo no refeitório da instituição. Segundo testemunhas, houve uma tentativa de arrastão dentro da faculdade, com registros de tiros e correria generalizada. Alunos relataram pelas redes sociais que não sabiam para onde correr diante do clima de terror. “Foi um desespero. Gente se jogando no chão, quebraram portas de vidro tentando fugir. É surreal viver isso dentro de uma universidade”, contou uma estudante, em anonimato.
Enquanto isso, no bairro da Engomadeira, uma ocorrência de sequestro mobilizou a polícia por várias horas. Criminosos armados invadiram uma residência, fizeram reféns e mantiveram uma mulher grávida sob ameaça. O desfecho do caso ainda estava em andamento até a última atualização desta reportagem.
Em outro episódio, o deputado estadual Diego Castro teve sua residência, localizada no bairro da Pituba, invadida por criminosos. Embora nada tenha sido levado, o fato de um parlamentar ter sua casa violada dentro de um dos bairros considerados mais seguros da cidade gerou ainda mais indignação. “Se invadem a casa de um deputado, o que resta para o cidadão comum?”, questionou um morador da região.
A poucos dias do início das festas de São João, Salvador dá sinais de que pode ficar ainda mais vulnerável. Com o deslocamento de parte do efetivo policial para o interior, como já ocorre todos os anos, há preocupação sobre a cobertura da segurança pública na capital. A população teme um colapso ainda maior diante da fragilidade já exposta nos últimos dias.
Imagens de câmeras de segurança circulam diariamente nas redes sociais mostrando assaltos, homicídios e ataques em diferentes bairros. Corpos encontrados pela manhã se tornaram rotina. E, diante desse cenário, o silêncio do governo estadual tem gerado forte cobrança da sociedade civil, que exige ações mais eficazes e urgentes para conter a criminalidade.
“Não dá mais para viver com medo. A gente não está seguro nem dentro de casa, nem dentro da faculdade”, desabafou outro morador.
A capital baiana, à beira do colapso na segurança pública, clama por respostas concretas.
Vejam vídeo:





















