O governo de Portugal informou que 33.983 imigrantes tiveram seus pedidos de residência negados e devem ser notificados para deixar o país de forma voluntária. Entre eles, 5.386 são brasileiros — o segundo maior grupo afetado, atrás apenas dos indianos.
Após o anúncio, o presidente da maior associação de imigrantes do país, Timóteo Macedo, relatou à imprensa que a situação gerou pânico e desespero.
“Estamos vivendo em clima de pânico, e isso leva muitas pessoas ao desespero. Esse cenário acaba favorecendo máfias e gente sem escrúpulos, que se aproveitam das brechas na lei e da fragilidade dessas pessoas que só querem buscar uma vida melhor”, afirmou Timóteo, que lidera a entidade Solidariedade Imigrante.
Ele classificou o momento como “muito negativo” e explicou que, sem a possibilidade de renovar documentos, muitos imigrantes não conseguem nem retornar aos seus países de origem. “Portugal virou uma prisão a céu aberto”, completou.
A associação tem organizado protestos contra a decisão. Segundo dados do governo português, os brasileiros correspondem a 15,8% dos imigrantes com pedidos negados.
O governo afirma que a medida atinge quem não cumpriu os requisitos legais para regularizar a residência no país. Caso não cumpram a notificação, os imigrantes poderão ser retirados de forma coercitiva, mas, segundo as autoridades, não haverá deportações imediatas nem prisões em massa.















