As exportações da Bahia alcançaram 854 milhões de dólares em abril, valor 9% menor que o registrado no mesmo mês do ano passado. A quantidade de produtos enviados para fora também caiu, com redução de 2%. A principal explicação para isso foi a queda de 7,2% no valor médio das mercadorias embarcadas.
As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (10) pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), ligada à Secretaria de Planejamento do Estado, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior do governo federal.
Segundo a SEI, a desvalorização de commodities importantes, como petróleo e produtos agrícolas, foi o fator que mais pesou no resultado. A previsão de uma colheita recorde em 2025, somada à queda dos preços e à grande oferta global, tem pressionado os valores desses itens para baixo.
Importações também recuam
As compras do exterior também tiveram resultado negativo: somaram 795,4 milhões de dólares em abril, uma queda de 21,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O volume importado foi ainda mais afetado, com recuo de 29,3%, influenciado pela desaceleração econômica.
Desempenho no acumulado do ano
Mesmo com o resultado ruim de abril, as exportações baianas somaram 3,62 bilhões de dólares no acumulado de 2025, alta de 3,5% frente ao mesmo período de 2024. As importações totalizaram 3,18 bilhões de dólares, com leve recuo de 0,6%.
Com isso, a balança comercial do estado fechou o quadrimestre com superávit de 441,6 milhões de dólares — um avanço de 48% na comparação anual. Já a corrente de comércio, que soma exportações e importações, cresceu 1,6% e chegou a 6,81 bilhões de dólares.
Agro cresce, indústria recua
O agronegócio foi o único setor com crescimento expressivo nas exportações de abril, registrando alta de 44,4%. Já a indústria de transformação encolheu 38,6% e a indústria extrativa caiu 19,2%.
Nas importações, os destaques foram o aumento de 11,6% nas compras de bens intermediários e a forte queda de 67,7% nos combustíveis. As compras de bens de consumo também diminuíram, com recuo de 10,5%.
China amplia participação
A China segue como principal parceira comercial da Bahia, com crescimento de 53,4% nas compras em abril. Apesar disso, as vendas totais para os países asiáticos tiveram queda de 10,3%.
As exportações para a América do Norte subiram 12,6%, enquanto os embarques para o Mercosul e União Europeia caíram 29,1% e 3,3%, respectivamente.















