O advogado Bento Lima (PSD), que disputou a prefeitura de Ilhéus em 2024, foi exonerado do cargo que ocupava na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Ele atuava como secretário parlamentar (SP-27) no gabinete da deputada estadual Soane Galvão (PSB), e sua saída foi publicada na edição desta quarta-feira (9) do Diário Oficial do Legislativo. O salário do cargo era de cerca de R$ 27 mil.
Ligado ao ex-prefeito Marão (PSD), com quem trabalhou nas gestões anteriores, Bento foi escolhido como sucessor político do ex-gestor e contou com apoio direto da deputada Soane, esposa de Marão. No entanto, a candidatura causou atritos dentro da base governista, que decidiu apoiar o nome da ex-secretária estadual de Educação, Adélia Pinheiro (PT).
A disputa terminou com a vitória de Valderico Júnior (União), apoiado pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto.
Durante a campanha, Bento chegou a ser um dos alvos de uma operação da Polícia Federal, que apurava suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, desvio de verba pública e organização criminosa. Ele já havia atuado como secretário de Governo e da Casa Civil na gestão de Marão, que também foi citado na investigação.
Na época, o PSD-BA recomendou que o advogado desistisse da disputa, alegando preocupação com a imagem do partido e destacando a importância da ética e da transparência.















