Aliados do presidente Lula, incluindo integrantes do PT, defendem que ele faça novos acenos ao Centrão e promova ajustes em seu ministério para garantir uma base mais sólida no Congresso. A informação é da colunista Andréia Sadi, em seu blog no portal g1.
No final de fevereiro, Lula realizou uma mudança estratégica: transferiu Alexandre Padilha da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) para o Ministério da Saúde, indicando Gleisi Hoffmann, presidente do PT, para comandar a articulação política com parlamentares. A escolha, porém, não agradou aos partidos do Centrão, que demonstram crescente insatisfação.
Uma das movimentações mais criticadas por aliados seria a possível nomeação do deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) para a Secretaria-Geral da Presidência. Segundo auxiliares próximos ao presidente, essa decisão poderia desencadear uma “crise geral para dentro e para fora”. Internamente, significaria perder um aliado fiel na Câmara; externamente, intensificaria o desconforto do Centrão, já irritado com a presença de Gleisi Hoffmann na SRI.
Entre os partidos que sinalizam insatisfação está o Progressistas (PP), que atualmente comanda o Ministério do Esporte e ameaça desembarcar do governo. Já o União Brasil, responsável por três ministérios, enfrenta pressões internas devido à pré-candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência em 2026. Para aliados de Lula, o momento exige uma expansão calculada de apoio, priorizando partidos do Centrão em vez de fortalecer a esquerda no governo.
















