A taxa de desocupação no Brasil ficou em 6,6% em 2024, o menor índice anual já registrado desde o início da série histórica da pesquisa, em 2021. O número representa uma queda de 1,2 ponto percentual em relação a 2023, quando a taxa foi de 7,8%. Apesar da redução nacional, a Bahia e Pernambuco apresentaram os maiores índices de desemprego do país no ano passado, ambos com 10,8%.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (14) pelo IBGE por meio da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), que também detalhou o desempenho do último trimestre de 2024. O levantamento mostrou que a taxa de desocupação brasileira passou de 6,4% no terceiro trimestre para 6,2% no quarto, com pouca variação na maioria das regiões. O Nordeste permaneceu com a maior taxa de desemprego entre todas as regiões do país, marcando 8,6%.
A pesquisa revelou que as maiores taxas de desocupação do país em 2024 foram na Bahia (10,8%), Pernambuco (10,8%) e Distrito Federal (9,6%), enquanto os menores índices foram registrados em Mato Grosso (2,6%), Santa Catarina (2,9%) e Rondônia (3,3%). No total, 14 estados atingiram a menor taxa anual de desemprego desde o início da pesquisa.
O levantamento também apontou que a informalidade alcançou 39% dos trabalhadores no Brasil, sendo mais alta no Pará (58,1%), Piauí (56,6%) e Maranhão (55,3%), e mais baixa em Santa Catarina (26,4%), Distrito Federal (29,6%) e São Paulo (31,1%).
Já o rendimento médio real dos trabalhadores no país foi de R$ 3.225 em 2024. O maior valor foi registrado no Distrito Federal (R$ 5.043), seguido por São Paulo (R$ 3.907) e Paraná (R$ 3.758). Na outra ponta, os menores rendimentos foram observados no Maranhão (R$ 2.049), Ceará (R$ 2.071) e Bahia (R$ 2.165).
No país, 58,6% da população com 14 anos ou mais estava empregada, o maior percentual da série histórica. O IBGE considera na pesquisa pessoas ocupadas em diversas formas de trabalho, incluindo empregos formais e informais, servidores públicos, empreendedores e autônomos.
















