O serviço de ferry-boat entre Salvador e a Ilha de Itaparica segue alvo de críticas dos usuários, que relatam longas filas, atrasos constantes, embarcações em más condições e falta de transparência na administração. Em meio a esse cenário, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), voltou a criticar a gestão do sistema e admitiu a possibilidade de romper a concessão com a Internacional Travessias, empresa responsável pelo transporte desde 2013.
As declarações foram feitas nesta quarta-feira (11), durante a inauguração de novos leitos de UTI no Hospital Ana Nery, em Salvador. Jerônimo expressou insatisfação não apenas com a operadora do serviço, mas também com a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos (Agerba), órgão responsável pela fiscalização do sistema.
“O ferry-boat é essencial, e eu sei das dificuldades porque sou usuário. Isso me constrange, e a paciência esgota. A Agerba não está cumprindo seu papel, e eu retomei essa questão para o meu gabinete”, afirmou o governador, destacando a demora na aquisição de novas embarcações.
Enquanto as obras da Ponte Salvador-Itaparica avançam lentamente, ainda na fase de sondagem dos pilares, o ferry-boat segue como a principal opção de travessia para milhares de passageiros. No entanto, a precariedade do serviço levanta dúvidas sobre a capacidade do sistema de atender à demanda com qualidade e segurança.















