Em meio a uma troca de farpas políticas, o prefeito Bruno Reis foi questionado sobre a postura do governador Jerônimo Rodrigues, que anunciou a venda de terrenos públicos, incluindo o da rodoviária de Salvador, mesmo antes de a nova estrutura ser entregue. A pergunta fazia referência às críticas feitas por Jerônimo no passado, quando a Prefeitura de Salvador também considerou a venda de áreas desafetadas, gerando uma contradição.
Ao ser indagado sobre a questão, Bruno Reis não poupou críticas ao governador. “Eles falam uma coisa e fazem outra. Antes de criticar, é preciso olhar para o próprio umbigo”, afirmou o prefeito. Segundo ele, a venda da área da rodoviária, um projeto natural para o avanço da mobilidade urbana e desenvolvimento econômico, é uma estratégia que visa combater o “gargalo” no trânsito da cidade. A área, no entender do prefeito, poderia ser transformada em projetos residenciais ou comerciais que gerassem empregos e impulsionassem a economia local.
Reis também comentou sobre os atrasos na construção da nova rodoviária, que ainda está sendo esperada pela população, e afirmou que, mesmo com a demora, a solução mais rápida para a cidade seria a conclusão da obra. “A obra está atrasada há mais de um ano, e quanto mais cedo sair, melhor para a cidade”, disse.
Em sua resposta, o prefeito deixou claro que sua gestão busca o desenvolvimento econômico de Salvador e a geração de oportunidades, sem se perder em discursos contraditórios. “Eu faço política dizendo a verdade, sem entrar em contradição. Nunca vi, nos meus 25 anos de vida pública, ser acusado de derrapar ou de falar algo incoerente”, destacou Bruno Reis.
A troca de farpas entre o governador e o prefeito continua a alimentar a discussão sobre a venda de terrenos públicos e as prioridades do poder público na gestão da cidade. Com a crescente tensão política, Salvador segue aguardando os desdobramentos dessa polêmica sobre o futuro das áreas públicas e o impacto nas finanças da cidade.















