O combate ao crime organizado na Bahia teve resultados significativos em 2024, com a apreensão de 6.298 armas, incluindo 86 fuzis, e a localização de 94 líderes de facções em todo o estado. Além disso, as forças policiais realizaram 19.172 prisões e apreenderam 10 toneladas de drogas. Esses dados foram apresentados nesta terça-feira (7) durante uma coletiva de imprensa no Centro de Operações e Inteligência da Segurança Pública (COI), localizado no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.
A delegada-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), Heloísa Brito, destacou a importância da integração entre as forças de segurança de diferentes estados e o uso de tecnologias para alcançar esses resultados. “Trabalhamos em rede, com forças de segurança de outros estados, trocando informações e compartilhando mandados de prisão. Isso tem possibilitado prisões importantes, como a de um indivíduo que estava no nosso Baralho do Crime e foi capturado em Pernambuco”, disse a delegada.
Um dos recursos tecnológicos utilizados no combate ao crime foi o Sistema de Reconhecimento Facial, que resultou em 1.132 prisões em 2024. Desde sua implementação pela Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), a ferramenta já ajudou a localizar 2.398 pessoas. O sistema também foi empregado em grandes eventos, como a Lavagem do Bonfim, a Festa de Iemanjá, os Carnavais de Salvador e do interior, o São João, a Micareta de Feira de Santana e as eleições municipais.
O secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, afirmou que a combinação de integração, inteligência e investimento foi crucial para a redução dos índices de criminalidade. “Investimos em tecnologia, mas essa tecnologia foi aplicada com comprometimento por nossas forças policiais. No ano passado, 1.132 pessoas foram presas através do reconhecimento facial. Em 2025, já registramos 54 prisões em menos de seis dias, todas sem um disparo sequer de arma de fogo”, ressaltou o secretário.

















