A construção da Policlínica Regional de Itapetinga tem sido alvo de notificações e críticas por parte de moradores e da prefeitura da cidade, localizada no Centro Sul Baiano. O problema central é a escolha do local da obra, situado em uma área historicamente propensa a enchentes devido ao Rio Catolé, que atravessa a região.
De acordo com o site Sudoeste Hoje, o terreno é considerado inadequado para empreendimentos desse tipo, sendo descrito como uma área de drenagem natural, com escoamentos subterrâneos que passam por uma avenida próxima e que também recebem águas das redes de esgoto dos bairros vizinhos.
A Secretaria de Infraestrutura de Itapetinga informou ter notificado a empresa responsável pela construção. Os representantes da obra alegaram desconhecimento sobre o risco de alagamento e disseram ter sido “surpreendidos” pela situação. A secretaria esclareceu ainda que a escolha do terreno foi feita por técnicos do governo estadual, sem participação da empresa.
Durante a fase inicial de terraplanagem, a prefeitura embargou a obra e sugeriu a escolha de outro local mais adequado para a implantação do equipamento de saúde.
Sobre a Policlínica
O governador Jerônimo Rodrigues autorizou, em 30 de novembro, o início das obras da Policlínica Regional de Itapetinga. Esta é uma das três unidades do tipo que serão financiadas por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com as outras localizadas em Camaçari e Remanso.
O investimento total na Policlínica será de R$ 24,2 milhões, dos quais R$ 7,2 milhões são provenientes do tesouro estadual. A unidade atenderá a população de municípios vizinhos, como Caatiba, Firmino Alves, Ibicuí, Iguaí, Itambé, Itarantim, Itororó, Macarani, Maiquinique, Nova Canaã e Potiraguá.
O projeto prevê áreas para exames de imagem, um centro de cirurgia ambulatorial com duas salas para procedimentos de pequeno porte, além de outros serviços de saúde.















