O automobilismo baiano está de luto. Na madrugada desta segunda-feira, o esporte perdeu uma de suas figuras mais icônicas, Jorge Gitirana, ou simplesmente “Seu Jorge”, como era carinhosamente conhecido. Seu Jorge faleceu em sua casa, enquanto dormia, deixando uma saudade imensurável para aqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo.
Seu Jorge não era apenas um competidor; ele era uma presença marcante, com seu inconfundível sorriso, voz grave e o cigarro sempre na mão. Frequentador assíduo da antiga McDonald’s no Rio Vermelho, ele se destacava pelas histórias que contava, sempre cercado por amigos que o admiravam não só pelo talento nas pistas, mas também pela generosidade com que se relacionava com todos ao seu redor.
Sua paixão pelos carros transcendeu gerações. Na década de 80, ele chamava a atenção com seu famoso Gol GT vermelho, sempre impecável, que se tornou quase um ponto turístico. Mas foi com sua Puma artesanal, equipada com motor de Gol, que Seu Jorge cravou seu nome no livro de recordes, conquistando a marca de recordista brasileira de velocidade.
Mais do que as vitórias nas pistas, Seu Jorge deixa um legado de amizade, solidariedade e amor pelo automobilismo. Sempre disposto a ajudar quem precisasse, ele marcou a vida de muitos e inspirou inúmeros jovens pilotos. Hoje, além de sua esposa, filhos e netos, ele deixa um vazio nos corações dos amigos e admiradores.
Seu Jorge, agora, se junta à galeria dos imortais do automobilismo baiano. Sua ausência será sentida, mas suas histórias e feitos continuarão a inspirar.




















