O limite de gastos das campanhas eleitorais para prefeitos nas capitais brasileiras, definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revela grandes distorções, segundo levantamento do Uol. A diferença entre o maior e o menor teto de despesas pode chegar a 45 vezes, quando considerada a quantidade de eleitores em cada cidade.
Em Salvador, por exemplo, um candidato à prefeitura pode gastar até R$ 21,7 milhões no primeiro turno, o que corresponde a R$ 19,80 por eleitor, considerando os 1,97 milhão de eleitores aptos. No segundo turno, o limite é reduzido para R$ 8,6 milhões, conforme apurou o BNEWS.
Já em Palmas, o teto é de R$ 11,5 milhões, equivalente a R$ 54,83 por eleitor, para um total de 209 mil eleitores. Em Rio Branco, capital do Acre, o limite é de apenas R$ 328 mil, o que significa R$ 1,21 por eleitor, com uma base de 271 mil eleitores.
Essas variações drásticas podem abrir espaço para irregularidades, como o uso de recursos não declarados oficialmente. O descumprimento do teto de gastos resulta em multa equivalente a 100% do valor excedido, além de possíveis investigações por abuso de poder econômico.















