O senador Otto Alencar (PSD) abordou nesta segunda-feira (9) as movimentações nas eleições para a presidência da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, marcadas para fevereiro do próximo ano. Em entrevista à rádio Metropole, Alencar comentou sobre a reviravolta na disputa pela sucessão de Arthur Lira (PP) na Câmara, revelando o descontentamento do deputado Elmar Nascimento (União Brasil) com a retirada da candidatura de Marcos Pereira (Republicanos) para apoiar Hugo Motta (Republicanos).
“Elmar tinha a certeza de que seria o indicado de Lira. Foi uma surpresa muito grande. Em Brasília, dizem que, na véspera da decisão de Marcos Pereira em sair da disputa, Elmar estava na casa de Lira aguardando sua indicação. De repente, Lira não o indica, Marcos Pereira retira a candidatura e indica Hugo Motta. Elmar ficou muito chateado com isso”, relatou Otto.
O senador também confirmou uma reunião na última semana entre Elmar Nascimento, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e o deputado federal Antonio Brito, para discutir a definição da disputa. “Haverá uma eleição com embate entre dois lados, e parece que não haverá unanimidade. Não será como a de Arthur Lira, que foi praticamente candidato único. Na minha opinião, o processo está completamente indefinido”, avaliou.
Na disputa pela presidência do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil) desponta como o favorito. No entanto, Otto acredita que o resultado da eleição na Câmara pode influenciar o Senado. “A eleição na Câmara pode ter reflexo no Senado. Se um deputado do União Brasil, partido de Alcolumbre, vencer na Câmara, fica difícil ele ser presidente no Senado. Vai depender disso. Eu, por exemplo, torço e quero que Antonio Brito seja o presidente da Câmara, mas, se ele for eleito, eu não tenho chance no Senado”, concluiu.
















