Durante a cerimônia de lançamento do programa de qualificação profissional Manuel Querino, realizada na manhã desta quarta-feira (07) no Centro Estadual de Educação, Inovação e Formação da Bahia Mãe Stella (Ceeinfor), no bairro Cabula, o deputado federal e ex-secretário de Educação de Salvador, Bacelar (PV), expressou duras críticas ao modelo de escolas cívico-militares.
“As escolas militares fazem sentido. São destinadas a alunos e jovens de famílias que desejam ver seus filhos seguindo uma carreira militar. Mas essas escolas cívico-militares são uma distorção. Isso é um absurdo. Em nenhum lugar do mundo funciona. Não têm uma proposta pedagógica. São caras, elitistas. Enfim, tudo que vai de encontro ao que pensamos para uma educação transformadora e libertadora. O STF, a justiça e a academia já se pronunciaram contra. Só quem tem uma concepção fascista de educação defende esse tipo de escola”, declarou Bacelar, que foi secretário de Educação na gestão de João Henrique Carneiro.
Além das críticas às escolas cívico-militares, o deputado também abordou o projeto de taxação das medalhas olímpicas. “Eu tenho lido e ouvido sobre isso, é bastante polêmico. Há quem diga, eu ainda não examinei, que a legislação atual já isenta. Na próxima semana estarei em Brasília e vou analisar isso. Agora, é também uma solução simples para problemas complexos. Não é isso que vai resolver o financiamento do esporte amador, olímpico e educacional no Brasil. Se houver incentivo e apoio, o atleta deve pagar imposto como qualquer outro profissional”, afirmou Bacelar.















