Trinta ex-presidentes da América Latina e da Espanha publicaram, nesta segunda-feira (5), uma carta conjunta dirigida ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), solicitando que ele adote uma postura mais enfática em defesa da democracia na região.
No documento, os signatários afirmam que a soberania popular da Venezuela foi “usurpada” e que Edmundo González Urrutia, candidato da oposição ao presidente venezuelano, venceu as eleições presidenciais realizadas no último dia 28.
Além disso, os ex-chefes de Estado pedem que Lula reafirme seu “inquestionável compromisso com a democracia e a liberdade, as mesmas de que gozam seu povo, e a fazê-la prevalecer também na Venezuela”. Eles acusam Nicolás Maduro de desprezar a verdade eleitoral para continuar no poder, “em conluio com os poderes do Estado que estão a seu serviço e sob seu controle”.
“O que está acontecendo é um escândalo. Todos os governos americanos e europeus sabem disso. Admitir tal precedente ferirá mortalmente os esforços que continuam a ser feitos com tanto sacrifício nas Américas para defender a tríade da democracia, do Estado e dos direitos humanos. Não exigimos nada diferente do que o próprio presidente Lula da Silva preserva em seu país”, diz um trecho da carta.
“Eles estão protestando em defesa de seu voto, estão resistindo pacificamente, guiados por María Corina Machado e por quem, como demonstram os relatórios eleitorais que são de conhecimento público e foram coletados pelas testemunhas na seção eleitoral, foi eleito presidente, Edmundo González Urrutia. A Venezuela tem o direito de fazer uma transição para a democracia”, conclui o documento.
Assinaram a carta enviada a Lula: Mario Abdo (Paraguai), Óscar Arias S. (Costa Rica), José María Aznar (Espanha), Nicolás Ardito Barletta (Panamá), Felipe Calderón (México), Rafael Ángel Calderón (Costa Rica), Laura Chinchilla (Costa Rica), Alfredo Cristiani (El Salvador), Iván Duque M. (Colômbia), José María Figueres (Costa Rica), Vicente Fox (México), Federico Franco (Paraguai), Eduardo Frei Ruiz-Tagle (Chile), Osvaldo Hurtado (Equador), Luis Alberto Lacalle H. (Uruguai), Guillermo Lasso (Equador), Mauricio Macri (Argentina), Jamil Mahuad (Equador), Hipólito Mejía (República Dominicana), Carlos Mesa G. (Bolívia), Lenin Moreno (Equador), Mireya Moscoso (Panamá), Andrés Pastrana (Colômbia), Ernesto Pérez Balladares (Panamá), Jorge Tuto Quiroga (Bolívia), Mariano Rajoy (Espanha), Miguel Ángel Rodríguez (Costa Rica), Luis Guillermo Solís R. (Costa Rica), Álvaro Uribe V. (Colômbia) e Juan Carlos Wasmosy (Paraguai).
















