O vandalismo em praças de Salvador gerou um prejuízo significativo e comprometeu o patrimônio cultural da cidade, com uma despesa estimada em R$ 450 mil somente neste ano. Os bairros da Barra, Itapuã, Nazaré e Comércio têm sido os mais afetados por atos de depredação, que incluem quebra de materiais, pichações e roubo de peças.
Recentemente, a Praça do Campo Grande foi alvo de vandalismo, com uma subestação subterrânea violada, após já ter registrado o furto de cabos em abril. A prefeitura gastou R$ 500 mil este ano para restabelecer a iluminação da praça. Outros pontos históricos, como as praças Jorge Amado e Castro Alves, também foram alvo de vandalismo, com danos variados, incluindo a perda de símbolos culturais como a lança de Zumbi dos Palmares.
De acordo com a Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal), foram investidos R$ 450 mil apenas na recuperação de praças depredadas no ano passado, com um total de 800 praças recuperadas entre 2020 e 2023. Virgílio Teixeira Daltro, presidente da Desal, criticou o vandalismo, destacando que os recursos poderiam ser melhor utilizados em áreas carentes da cidade. A Desal tem adotado medidas como o uso de concreto para proteger equipamentos, e a Guarda Municipal intensificou o videomonitoramento, tendo registrado 16 ocorrências de vandalismo neste ano.
Apesar desses esforços, a situação continua a ser um desafio, com o vandalismo frequentemente comprometendo a integridade e o valor cultural dos espaços públicos de Salvador.
















