A Casa da Mulher Brasileira, localizada no bairro Caminho das Árvores, em Salvador, recebeu nesta quinta-feira (23) a empresária e presidente do Grupo Mulheres do Brasil, Luiza Helena Trajano. Esta é a primeira visita de Trajano, que também é presidente do Conselho de Administração da Magazine Luiza e uma referência nacional em empreendedorismo, ao espaço. Ela participou de um evento sobre Empreendedorismo Feminino e Transformação Social.
O encontro foi organizado em parceria com o Grupo Mulheres do Brasil, a Secretaria de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude de Salvador (SPMJ), a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-BA). Direcionado a empresárias e gestoras da Bahia, o evento abordou a importância do combate à violência contra a mulher e a promoção de uma rede de apoio mútuo que possa gerar impacto social.
Durante sua palestra, Luiza Trajano destacou a necessidade de engajar mais mulheres no empreendedorismo e convocou as soteropolitanas a se unirem ao Grupo Mulheres do Brasil. “A sorte só aparece para quem está em movimento e o empreendedorismo é para quem busca. No Grupo Mulheres do Brasil, temos dificuldades para engajar as mulheres, mas estamos criando uma cartilha para facilitar isso. Para ter vínculos após os 50 anos, é necessário plantar antes. Por meio do grupo, as mulheres se sentem acolhidas, e estamos no mundo inteiro prestando serviço”, afirmou.
Fernanda Lordêlo, titular da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), explicou que o evento visava fortalecer conexões entre o público feminino e apresentar a Casa da Mulher Brasileira a mulheres de negócios, para que elas possam promover a transformação social das assistidas pelo espaço. “Para romper o ciclo de violência, é muito importante que as mulheres tenham autonomia econômica. Diante desse movimento, a discussão sobre empreendedorismo e empregabilidade é essencial. Nos reunimos para fortalecer a política pública de atenção à mulher na cidade”, disse.
Isabel Guimarães, presidente do Grupo Mulheres do Brasil na Bahia, enfatizou o papel social que o grupo busca desenvolver para fortalecer mulheres em Salvador e em todo o país. “Este dia significa uma resposta a trabalho, união e capacidade de rede. É uma resposta e responsabilidade, pois, à medida que nos ampliamos, nossa responsabilidade também aumenta”, afirmou.
A delegada Patrícia Barreto Oliveira, diretora do Departamento de Proteção à Mulher Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV) da Polícia Civil, destacou a importância de iniciativas como esta no combate à violência contra a mulher. “Para a pauta de mulheres, especialmente para quem trabalha com a repressão e enfrentamento à violência, eventos como este são cruciais. Precisamos garantir que mulheres na espiral de violência tenham oportunidades”, ressaltou.
Patrícia também solicitou que gestoras de empresas estejam atentas e auxiliem funcionárias que enfrentam situações de violência. “Se alguma delas tiver algum problema, procurem-nos e ajudem-nas a sair dessa situação. Somos mulheres trabalhando para mulheres e cuidando de mulheres. Queremos não só reprimir criminalmente, mas também devolver a dignidade a essas mulheres, e contamos com vocês para isso”, concluiu.
A secretária de Políticas para as Mulheres do Estado em exercício, Aldinha Sena, refletiu sobre os processos históricos de luta das mulheres. “Como historiadora, penso que estamos fazendo uma revolução silenciosa em homenagem às vozes silenciadas no passado. Precisamos dar voz às nossas ancestrais. Trabalhamos como formiguinhas, juntas, e nenhuma dificuldade pode nos impedir de agir coletivamente. Quando uma mulher é violentada ou excluída do mercado de trabalho, todas as mulheres sofrem. Precisamos honrar nossas ancestrais fazendo nosso trabalho com propósito todos os dias”, finalizou.

















