A presidente da Fundação Nacional das Artes (Funarte), Maria Marighella, expressou seu pesar pela morte do renomado cartunista Ziraldo, que também ocupou a presidência do órgão em 1985. Marighella ressaltou a trajetória de Ziraldo como um combatente da ditadura civil-militar, especialmente por sua notável contribuição com a criação do Pasquim, em resposta ao Ato Institucional 5 (AI-5).
“Perdemos um verdadeiro multiartista, chargista, caricaturista, jornalista e ex-presidente da Funarte, Ziraldo. Desde o Pasquim até o ‘Menino Maluquinho’, Ziraldo deixou sua marca no imaginário nacional, inscrevendo sua arte e humor como uma voz insurgente em prol de um Brasil democrático. Salve Ziraldo!”, destacou Maria Marighella.
Em relação ao Pasquim, a nota emitida pela Funarte enfatizou: “Com seu humor corrosivo, linguagem irreverente e provocativa, especialmente durante os anos mais duros do regime militar, a publicação não apenas ditou tendências no jornalismo brasileiro, mas também se tornou um fenômeno de vendas. Tal sucesso resultou na prisão de quase toda a equipe do tabloide, incluindo o próprio Ziraldo”.
















