Gilson Machado, ex-ministro do governo de Jair Bolsonaro, está em busca da anulação de uma punição da Comissão de Ética Pública após ter utilizado suas redes sociais para proferir insultos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. A informação foi divulgada pela coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo.
De acordo com a coluna, a punição impede que Machado seja contratado como servidor público por um período de três anos. As ofensas direcionadas a Lula ocorreram em 2021, quando Machado utilizou suas redes sociais para criticar o ex-presidente.
Na ocasião, Machado declarou que o governo Bolsonaro estava “dando o sangue para reconstruir a imagem do Brasil, arrasado por anos de corrupção”, enquanto acusava Lula de ser um “cabra safado, ex-presidiário e cachaceiro”, em referência a viagens realizadas pelo petista à Alemanha, Bélgica, França e Espanha.
Em 2023, a Comissão de Ética avaliou que Machado havia cometido um erro ao proferir tais declarações contra Lula e aplicou uma censura ética ao ex-ministro, destacando que “a liberdade de expressão não é absoluta”.
Diante disso, Machado recorreu à Justiça de Pernambuco buscando a anulação da decisão. Contudo, ele não retirou os insultos contra Lula, os quais não apenas reafirmou, mas defendeu o direito de proferir, alegando liberdade de manifestação.















