Na última semana, a contenda em torno da herança milionária deixada pelo falecido ex-deputado Jorge Picciani teve um desdobramento significativo. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) voltou a questionar o Tribunal de Justiça (TJ-RJ) sobre o atraso no pagamento da pensão alimentícia destinada a Vicenzo Picciani, filho mais novo do empresário, com apenas 6 anos de idade.
A mãe do menino, Hortência da Silva Oliveira, através de sua defesa, argumenta que o pagamento está pendente há nove meses. Por outro lado, Leonardo Picciani, filho do ex-deputado e atual responsável pelo inventário, além de secretário nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, alega que Hortência busca obter “privilégios indevidos”.
Hortência nega veementemente as acusações, rebatendo que não foram fornecidos documentos que comprovem os valores mencionados no processo. De acordo com informações corroboradas, Hortência recebe uma pensão de R$ 3,8 mil, enquanto Vicenzo recebe R$ 2,5 mil, como beneficiários da Alerj. A viúva também declara não mais possuir o aluguel mencionado em seu controle financeiro.
No centro dessa disputa, a procuradora de Justiça Ana Paula Rodrigues da Rocha expressou apoio ao recurso apresentado por Hortência, argumentando que houve um equívoco na premissa. “De fato, o aluguel do imóvel mencionado não chega aos R$ 50 mil mencionados no acórdão, como pode ser visto no contrato de administração (…) Portanto, opino pelo conhecimento e provimento dos embargos de declaração”, enfatizou Rocha.
Hortência expressa sua indignação, declarando: “Nunca imaginei que os filhos mais velhos de meu marido negariam a pensão alimentícia ao próprio irmão. Entreguei a administração do inventário a eles com boa fé e confiança. Como resultado, meu filho está sem receber pensão há nove meses”.















