A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (15) o início da fase de avaliação para a recompra da Refinaria de Mataripe, localizada na Bahia. A fábrica, atualmente pertencente ao Mubadala Capital, veículo de investimento dos Emirados Árabes Unidos desde 2021, foi adquirida pelo valor de US$ 1,8 bilhão.
Além disso, a estatal planeja adquirir uma participação em uma biorrefinaria em desenvolvimento pelos Árabes, na etapa conhecida como due diligence. A nova empresa, denominada Macaúba, tem previsão para iniciar a produção de diesel a partir de 2026, utilizando matéria-prima originada da palmeira macaúba, considerada nativa do Brasil.
Conforme informações divulgadas pelo jornal O Globo, a Petrobras pretende deter até 80% das ações da refinaria de Mataripe, sujeito a deliberação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), responsável por regular as disputas no país.
A venda da Mataripe ocorreu durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, como parte da antiga política de venda de ativos. Questionada sobre a possibilidade de negociação da refinaria, a Acelen, por meio de sua assessoria, se absteve de comentar, alegando que as negociações estão no âmbito de seus investidores e acionistas.
Apesar de uma participação majoritária na Mataripe, a Petrobras estima deter de 20% a 30% das ações na operação da Macaúba, segundo informações adicionais publicadas.















