A eleição do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) para a presidência da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados desencadeou reações que reverberaram até o Palácio do Planalto. O presidente Lula (PT) demonstrou contrariedade e está cogitando dificultar a liberação de emendas parlamentares do Ministério da Educação para deputados que apoiaram a eleição de Nikolas.
Além disso, Lula expressa o desejo de que o ministro da Educação, Camilo Santana, adote uma postura mais rígida em relação ao Congresso Nacional. Apesar de ser reconhecido por sua discrição, o ex-governador do Ceará deve intensificar o diálogo com os deputados e restringir o acesso ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
O ministro da Educação, em resposta, destacou a autonomia da Câmara para eleger seus presidentes de comissões, enfatizando que o trabalho do MEC não é apenas do governo, mas sim do Brasil e da educação brasileira. “A Câmara tem autonomia para escolher quem quiser. O trabalho [do MEC] não é do governo, é do Brasil, é da educação brasileira, espero que possam colaborar”, afirmou Santana nesta quinta-feira (07).
Nikolas Ferreira assumiu a presidência da Comissão de Educação na noite de quarta-feira (06), indicado pelo PL, o maior partido da Câmara, que detinha o direito de escolher as comissões e seus presidentes. A escolha do deputado foi interpretada como um desafio ao governo, apesar de suas próprias hesitações em relação ao cargo.
Entretanto, deputados mais experientes do PL, como Domingos Sávio (PL-MG) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmaram que Nikolas está disposto a dialogar com a esquerda durante sua presidência na comissão. Eles asseguram que o deputado será um líder eficiente.















