Na primeira assembleia realizada nas primeiras horas desta quinta-feira, os rodoviários, que paralisaram parcialmente as atividades devido ao descumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) por parte das empresas, aprovaram um indicativo de greve geral por tempo indeterminado.
Entre as reivindicações destacam-se a entrega das escalas com antecedência e o pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) garantido por lei. De acordo com o presidente licenciado do Sindicato dos Rodoviários, o vereador Hélio Ferreira (PCdoB), antes da decisão final, outras assembleias devem ocorrer ao longo da semana, juntamente com o cumprimento dos procedimentos legais que exigem um aviso com 72 horas de antecedência.
Hélio Ferreira afirmou: “O indicativo de greve já foi aprovado na primeira assembleia, mas devemos realizar outras ao longo da semana nas portas das garagens e, em caso de confirmação, cumprir os trâmites legais que exigem uma publicização com 72 horas de antecedência, de forma a não prejudicar a população. Não podemos, no entanto, cruzar os braços e permitir que os direitos dos trabalhadores continuem a ser cerceados.”
Como resultado da paralisação, as garagens G2 da empresa Plataforma e a G3 da OTTrans, ambas localizadas em Pirajá, ficaram fechadas desde as 4h da manhã, causando impacto na circulação dos coletivos nas regiões de Pirajá, Marechal Rondon, Pernambués, Cabula, Arenoso, Sussuarana, Engomadeira, além de algumas linhas que atendem as regiões do Subúrbio e Estação Mussurunga.
A Secretaria de Mobilidade (Semob) precisou reforçar a frota nas regiões afetadas, e os ônibus estão gradualmente retornando à normalidade desde as 8h.
















