No sábado (23), um protesto simbólico marcou o triste aniversário de sete anos desde o desabamento de parte do antigo Centro de Convenções de Salvador. Este evento foi palco de uma manifestação liderada por moradores e comerciantes dos bairros circundantes, situado no bairro do Stiep.
Sob a alcunha “Abraçaço pela Paz,” os manifestantes não apenas lembraram a tragédia que ocorreu ali há sete anos, mas também expressaram sua indignação diante do abandono contínuo do local. Esse abandono tem resultado em um aumento alarmante de casos de assaltos, depredações e invasões, que afetam diretamente a segurança e a qualidade de vida da comunidade.
O protesto contou com o apoio de várias organizações, incluindo a Associação dos Moradores e Amigos do Costa Azul (Amoca), Associação de Moradores de Armação (Amar), Associação dos Moradores do Jardim Atalaia – Stiep (Amja), Associação de Moradores Arnaldo Lopes da Silva – Stiep (Amals), bem como o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg).
Apesar das promessas feitas ao longo desses sete anos, o futuro do local continua incerto. Em março, o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), José Trindade, afirmou que a estrutura do Centro de Convenções seria desmontada para dar lugar a um novo destino para o terreno. No entanto, até o momento, essas palavras não se concretizaram em ações efetivas.
Vale lembrar que o Centro de Convenções, erguido em 1979, entrou para a história não apenas por seus eventos, mas também pelo trágico desabamento que ocorreu na noite de 23 de setembro de 2016. Sete anos depois, a comunidade e aqueles que lembram dessa tragédia aguardam ansiosamente uma resolução para o local, que representa não apenas um edifício em ruínas, mas também a falha contínua das promessas feitas às pessoas que vivem ao seu redor.
















