A ex-jogadora de vôlei e medalhista olímpica, Ana Moser, que foi destituída do cargo de ministra do Esporte pelo presidente Lula (PT) na última quarta-feira (6), explicou que a mudança na liderança da pasta foi necessária para garantir a “governabilidade”.
Essa declaração foi feita durante uma entrevista concedida ao Estúdio i, da GloboNews, nesta sexta-feira (8). A saída de Moser se enquadra na estratégia do governo Lula de atrair partidos do centrão por meio de uma pequena reforma ministerial.
Ana Moser comentou sobre as intensas discussões que ocorreram ao longo de dois dias antes de sua demissão, destacando que o presidente Lula enfatizou a importância de abrir espaço para os partidos do centrão em prol da governabilidade. Ela ressaltou que a situação é inerentemente política e faz parte do jogo político.
A ex-ministra também compartilhou sua frustração por não poder dar continuidade ao seu trabalho no cargo. Ela afirmou: “Obviamente, não entrei nessa posição com a intenção de sair tão cedo. Meu objetivo era contribuir com a construção contínua, então há uma sensação de desapontamento com essa mudança, mas, como mencionei, é uma questão política.”
A substituição de Ana Moser pelo deputado André Fufuca (PP) gerou controvérsia, uma vez que ele nunca apresentou projetos de lei na área em que passará a atuar. Essa mudança provocou desaprovação entre os apoiadores do governo Lula, incluindo a primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, que também expressou sua insatisfação nas redes sociais com a demissão de Moser.




















