Direto de Madri, onde curte o clima ensolarado desde 2016, o advogado Rodrigo Tacla Duran fez um pedido surpreendente nesta semana ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. Com um toque de ironia, Duran solicitou que o STF “trancasse” os processos da Lava-Jato que pesam sobre ele nas varas federais de Curitiba e São Paulo, alegando uma suposta “contaminação processual” devido a ilegalidades probatórias.
Em um ato que poderia ser comparado a pedir perdão por crimes que nunca foram cometidos, Duran mencionou uma decisão recente do STF que surpreendentemente “trancou” um processo contra o vice-presidente Geraldo Alckmin. É difícil não notar a ironia cáustica envolvida quando um indivíduo que escolheu viver no exterior busca refúgio na justiça, enquanto a Lava-Jato tenta desvendar um dos maiores escândalos de corrupção da história brasileira. Será que o trancamento de processos se tornou a nova moda entre os privilegiados? A resposta, talvez, esteja nas mãos do ministro Toffoli.
















