No cenário político atual, o vice-presidente Geraldo Alckmin manifestou sua decisão de não estar presente no palanque de Guilherme Boulos, do PSOL, durante a eleição municipal em São Paulo. Embora haja a possibilidade de um acordo entre o PSB, partido de Alckmin, e o deputado federal do PSOL para as eleições de 2024, aliados do ex-governador destacam que ele não se alinhará com Boulos.
Segundo o colunista Igor Gadelha do Metrópoles, Alckmin expressa aos seus interlocutores o desejo de evitar a polarização que se desenha para a eleição na cidade paulistana. O confronto eleitoral possivelmente ocorrerá entre Boulos e o atual prefeito, Ricardo Nunes. Alckmin também expõe sua divergência com algumas das ideias defendidas por Boulos, com quem teve desentendimentos ao longo de seus mandatos como governador do estado.
Embora atualmente ambos estejam no governo Lula (PT), Alckmin e Boulos são antigos adversários. Durante o período em que Alckmin ocupava o Palácio dos Bandeirantes, Boulos criticava repetidamente sua atuação contrária ao movimento sem-teto. Apesar de sua saída do governo, Boulos manteve sua postura crítica. Em 2021, quando surgiu a possibilidade de Alckmin ser vice na chapa de Lula para a disputa presidencial, Boulos teria considerado essa escolha como um “sinal ruim”.
O PSB está em negociações com Boulos para uma possível indicação de vice em sua chapa para a eleição municipal do próximo ano. A proposta envolve a deputada Tabata Amaral como candidata à vice-prefeitura, visando fortalecer a composição política para o pleito futuro.
















