Caso chocante revela abusos frequentes que ocorriam dentro da própria casa da família; réu pode pegar até 15 anos de prisão
Foto: Divulgação/SSP-BA
Padrasto é denunciado pelo Ministério Público por abuso sexual contra enteada de 8 anos em Salvador. Em um caso chocante de abuso sexual contra uma criança, o Ministério Público da Bahia ofereceu uma denúncia criminal contra um homem suspeito de abusar sexualmente de sua enteada de apenas 8 anos, na localidade Lagoa da Paixão, no bairro de Valéria, em Salvador. A denúncia foi baseada em um inquérito policial registrado na Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Criança e o Adolescente (DERCCA), que revelou os terríveis atos cometidos pelo padrasto.
Os abusos aconteciam repetidamente, e a violência infligida à criança incluía a introdução do dedo na região anal, tudo ocorrendo dentro da casa da família. A situação só veio à tona em julho, quando a menina relatou os terríveis acontecimentos à sua mãe, após ser levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro de Paripe. Os profissionais de saúde perceberam sinais de abuso sexual e acionaram imediatamente a Polícia Militar, que efetuou a prisão em flagrante do padrasto.
Os detalhes dos abusos foram revelados através do relato corajoso da criança durante o depoimento na DERCCA, onde uma técnica de escuta especializada a ouviu. No entanto, o padrasto permaneceu calado durante o interrogatório.
O suspeito irá responder pelo crime de estupro de vulnerável, o que pode acarretar em uma pena de até 15 anos de prisão. Atualmente, ele encontra-se preso preventivamente. O próximo passo será a intimação do acusado pelo juiz, que lhe dará 10 dias para apresentar sua defesa. Após a apresentação da defesa, será marcada a primeira audiência do processo.
O advogado Matheus Biset, sócio do escritório Gamil Föppel Advogados Associados, representando os familiares da vítima, aguarda o andamento processual para que o réu apresente sua defesa e o juiz marque a audiência o mais rápido possível, a fim de que o processo tramite de forma célere e o réu possa ser julgado pelos atos abomináveis que cometeu. A sociedade espera que a justiça seja feita e que a criança e sua família encontrem o apoio necessário para superar esse terrível trauma.



















