Após enfrentar um esvaziamento político durante a última corrida presidencial, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que foi o principal adversário da gestão petista em governos anteriores, está em busca de uma nova identidade política que atraia os eleitores. A saída de lideranças de destaque, como João Doria e Geraldo Alckmin, deixou o partido sem um projeto coeso capaz de unir lideranças e conquistar o apoio popular.
A situação do PSDB é exemplificada na Bahia, onde a sigla, que apoiava a base do prefeito de Salvador Bruno Reis (UB), não descarta a possibilidade de mudar para o lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT) como forma de sobreviver politicamente.
A nível nacional, o partido perdeu espaço na direita para outras agremiações mais fisiológicas e ideologicamente alinhadas. Além disso, as divergências e disputas internas têm causado desagregação na estrutura do partido. Especialistas apontam que o PSDB precisa reconquistar sua identidade política, especialmente após deixar de fixar sua posição no espectro ideológico em 2018, perdendo protagonismo para forças mais à direita.
A falta de uma candidatura própria à presidência em 2022 e a polarização entre Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva também contribuíram para a crise do partido. Eduardo Leite, presidente nacional do PSDB, está liderando uma estratégia para construir um novo programa político que atraia eleitores, tornando o partido competitivo novamente para as eleições de 2026.
Leite tem realizado seminários em todo o país, ouvindo lideranças, pesquisas e filiados, na tentativa de atrair de volta os eleitores que se abstiveram nas últimas eleições e aqueles que não se sentiram representados por Lula e Bolsonaro. O partido busca definir uma nova linguagem e concentrar-se em poucos temas essenciais para que os eleitores se identifiquem e confiem nas propostas do PSDB.















