O deputado federal Leo Prates (PDT) é otimista quanto à possibilidade de vitória do grupo político que faz oposição à prefeita Moema Gramacho (PT) em Lauro de Freitas, nas eleições de 2024. Para ele, a chave para o sucesso está na união dos principais atores que desejam derrotar a atual gestora do município, localizado na Região Metropolitana de Salvador. Prates destaca o desempenho eleitoral favorável da oposição no ano anterior, quando ACM Neto (União) obteve melhor votação na cidade em relação a Jerônimo Rodrigues (PT) na disputa pelo governo da Bahia.
“Nós, da oposição, estamos confiantes na vitória, mas não somos arrogantes. Reconhecemos que ainda há um caminho a percorrer. Respeitamos a pessoa da prefeita Moema Gramacho, mas suas ideias não nos representam. Ganhamos dela nos dois turnos da eleição, apesar de suas declarações desafiadoras”, afirmou Prates durante uma entrevista ao Bahia Notícias, projetando o próximo pleito.
Moema, em seu segundo mandato consecutivo e sem possibilidade de reeleição, deve escolher um nome da base para tentar sua sucessão na disputa do próximo ano. Prates ressalta que o desafio da oposição, liderada pelo ex-prefeito ACM Neto, é mais político do que eleitoral, exigindo a consolidação de um nome dentro de uma frente ampla.
“O desafio que enfrentamos é político, não eleitoral. Se conseguirmos nos unir, temos todas as chances de vencer as eleições. A união dos grupos políticos, liderados por nomes como Débora Régis, Mirela Macedo, Teobaldo Costa, Tenobio, vereador Juca, Mateus Reis, Cacá e João Leão, que apoiaram ACM Neto em Lauro de Freitas nos dois turnos, é fundamental para a mudança do futuro do município. Estarei com o candidato da oposição se essa união acontecer”, enfatizou Prates.
“NÃO IRÃO NOS DIVIDIR”
Após o processo eleitoral do ano passado, onde o PDT conseguiu duas cadeiras na Câmara dos Deputados – uma com o próprio Leo e a reeleição de Félix Mendonça Jr. – os bastidores apontavam que o pleito teria deixado uma rusga entre os dois. Prates, no entanto, garante que ele e o presidente estadual do seu partido estão na mesma página.
“Estamos na mesma página, somos amigos e em termos partidários nossa linha é a mesma. O deputado Félix já externou que tem um sonho de participar de uma chapa majoritária estadual. O meu projeto é ser prefeito de Salvador, logicamente entendo que a próxima eleição é a vez de Bruno Reis ser candidato e 2028 – Bruno Reis e Félix já externaram – que o candidato serei eu. Confio na palavra dos dois, estamos na mesma página. O deputado Félix é uma figura histórica e importante do PDT. Em 2020 colaborou muito para eu chegar até aqui. Sou grato a ele e entendo que temos que trabalhar juntos. Do nosso PDT, não irão nos dividir”, disse.
Outro tema apontado como “turbulência” interna no partido foi a divergência entre os dois nos nomes escolhidos para representar a oposição em 2024 em Lauro de Freitas. Publicamente, Leo Prates disse que deseja caminhar com a ex-deputada Mirela Macedo (União) e Teobaldo Costa (União) na cidade, enquanto Félix afirma que o PDT terá candidatura própria na disputa pela prefeitura. Ainda durante a entrevista, Leo ressalta que as questões locais precisam ser entendidas e o apoio aos dois passa por um processo de gratidão.
“Eu não sou problema para o PDT. Eu sou solução, mas você tem que entender as questões locais. Eu tenho município onde trabalho que a liderança me apoiou e o PDT está contra. Assim como vários deputados do União Brasil, Republicanos… Isso acontece, é da dinâmica da política. Em Lauro de Freitas eu fui o deputado mais votado do PDT. E meu pai me ensinou que gratidão é o traço do caráter de um homem e a esse deputado aqui não falta caráter. Quem me levou para Lauro de Freitas foi Teobaldo Costa e Mirela Macedo, então ao lado deles eu estarei cerrando fileiras, não há incoerência nenhuma. Acho que para o PDT eles são o melhor, mas se o partido entender que não, nós em Lauro de Freitas seguiremos caminhos divergentes e não há nenhum problema nisso. O deputado Félix inclusive tem cidades que o prefeito não é do PDT, faz parte da democracia e precisamos entender as questões locais”, disse.
















