Na manhã desta segunda-feira (10), o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) expressou críticas à decisão do PT de Salvador de lançar uma candidatura própria para a prefeitura da cidade. Em entrevista ao Política Livre, Geddel afirmou que a atitude do PT “contamina” as conversas com os partidos da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Para Geddel, o momento exige união em prol da definição de uma candidatura única que represente o bloco de sustentação do governo estadual, visando também a conquista do executivo municipal para o grupo político governista.
Segundo o ex-ministro, o MDB possui um nome sugerido como alternativa ao governador e aos demais partidos da base política, que é o do vice-governador Geraldo Júnior. No entanto, o partido não aprovou nenhuma medida determinando uma candidatura própria, uma vez que sua articulação busca a união da base.
Geddel enfatizou que a ação do PT de Salvador prejudica a busca pela unidade na disputa municipal. Ele ressaltou que é legítimo que haja apresentação de nomes para discussão, mas sem imposições. Para o ex-ministro, o gesto partidário do PT dá a impressão de que quer tudo, parecendo uma “garganta profunda”. Ele defendeu a necessidade de um debate que busque um consenso, algo que acaba sendo prejudicado por atitudes desse tipo.
Além disso, Geddel mencionou que o MDB tem se esforçado para fortalecer o partido e a base do governador, atraindo lideranças que apoiaram a oposição nas eleições de 2022. Ele citou como exemplo a filiação do prefeito de Terra Nova, Éder de Nilda, que estava no Cidadania e havia apoiado a candidatura de ACM Neto ao Palácio de Ondina em 2022.




















