A psicóloga forense e perita criminal Rosângela Monteiro realizou uma análise detalhada das ligações feitas à Polícia Civil da Argentina pela brasileira Emmily Rodrigues, cuja morte ocorreu no dia 30 de março ao cair da janela do apartamento do empresário Francisco Saénz Valiente em Buenos Aires. Contratada pela família de Emmily, Monteiro concluiu em laudos periciais que não há qualquer evidência nas falas da vítima que possam ser interpretadas como indicativas de “ideação suicida”.
A análise revela que Emmily estava em uma situação de desespero, pedindo ajuda e relatando perigo iminente e risco de morte. A família da brasileira contratou o trabalho de Rosângela Monteiro para complementar as investigações conduzidas pelo perito argentino Walter Gorbak. O parecer da especialista foi anexado ao processo, e os familiares aguardam posicionamento das autoridades argentinas sobre sua aceitação.
A atuação de Rosângela Monteiro é reconhecida, tendo participado de casos de grande repercussão no país, como o do homicídio da menina Isabella Nardoni. Seu laudo pericial é considerado fundamental para esclarecer os fatos perante os juízes.
A análise aponta que o suspeito apresentou dificuldades em fornecer informações básicas durante a ligação de emergência, mostrando-se dispersivo e aparentemente interessado em controlar e silenciar Emmily, que estava clamando por socorro. Em outra ligação, a situação foi descrita como “absolutamente sem controle”, e a gravação capturou o que ocorria no ambiente.
Emmily é ouvida dizendo claramente: “ai, por favor, alguém me ajuda, me perfuraram”. Além disso, em um trecho em português, ela pede que chamem uma ambulância, alegando que estão matando-a.
O empresário Francisco Saénz Valiente, suspeito pela morte de Emmily, foi processado por homicídio culposo, fornecimento gratuito de entorpecentes, fornecimento de local para consumo e posse ilegal de arma no dia 28 de junho.

















