Vereadora de Salvador sofreu ataques após votação de reajuste salarial dos professores
A vereadora Ireuda Silva, do Republicanos, emocionou-se momentos antes do Ato Nacional Contra a Violência Política, realizado na Câmara de Salvador nesta segunda-feira (03). O evento, convocado pela liderança nacional do partido Republicanos e com a presença da senadora Damares Alves, teve como objetivo expressar repúdio ao incidente sofrido pela vereadora soteropolitana.
Ireuda Silva teria sido alvo de agressões racistas e machistas após a votação do reajuste salarial dos professores da rede municipal, ocorrida em 12 de junho. Uma manifestação ocorreu logo após a aprovação unânime do projeto de lei do Executivo, que concedeu aos professores um aumento salarial de 8%, enquanto a categoria pleiteava uma adequação de 20%.
Ao deixar o plenário, a vereadora foi alvo de ataques por ter votado junto à base governista. Segundo ela, um dos agressores era um homem que repetidamente apontou o dedo em seu rosto. “Para superar esse episódio, precisei de apoio. A atitude desse homem, colocando o dedo em minha cara, me incomodou profundamente. Depois, ele foi às redes sociais e afirmou que os candidatos do Republicanos, ligados à Igreja Universal, são incapazes. As pessoas dizem que isso não deveria me afetar, mas afeta”, lamentou Ireuda Silva em uma coletiva de imprensa antes da sessão.
O caso está sendo investigado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). A denúncia foi acolhida pela promotora Sara Gama, responsável pelo Núcleo de Enfrentamento às Violências de Gênero em Defesa dos Direitos das Mulheres.




















