Pesquisa revela deficiências no acesso à água encanada e ao esgotamento sanitário na Bahia
Segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua 2022), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve um crescimento no acesso à coleta de lixo e esgotamento sanitário nos domicílios brasileiros entre 2016 e 2022. No entanto, na Bahia, a coleta de lixo foi o único serviço de saneamento básico que apresentou um avanço mais significativo nesse período.
Coleta de Lixo: Avanços e Desafios
A pesquisa revela que, em 2022, 84,8% dos domicílios na Bahia eram atendidos com coleta de lixo, em comparação a 80,7% em 2016 e 84,3% em 2019, antes da pandemia. Apesar desse avanço, a cobertura domiciliar da coleta de lixo ainda coloca a Bahia em uma posição desfavorável no ranking dos estados, sendo a 21ª proporção de residências atendidas, ou a 7ª menor entre as 27 unidades da Federação.
Abastecimento de Água: Desafios Crescentes
Quanto ao abastecimento de água, em 2022, 84,0% dos domicílios na Bahia eram abastecidos por rede geral, indicando que cerca de 16,0% (aproximadamente 771 mil) ainda não tinham acesso à água tratada e encanada. Esse número representa uma tendência de queda em relação a 2016, quando a cobertura do serviço alcançava 85,3% dos domicílios, e a 2019, com 85,2% antes da pandemia. Nas áreas rurais da Bahia, a cobertura do serviço de abastecimento de água é ainda menor, atingindo pouco mais da metade dos domicílios (51,3%), enquanto nas áreas urbanas chega a 96,0%.
Além disso, 25,2% dos domicílios abastecidos pela rede de água na Bahia enfrentam intermitência no abastecimento, totalizando 1,503 milhão de residências. Esse número coloca a Bahia como o 7º estado com o maior percentual de intermitência entre as 27 unidades da Federação.
Esgotamento Sanitário: Desafios Persistem
No que diz respeito ao esgotamento sanitário, apenas 59,5% dos domicílios que possuem banheiro, sanitário ou buraco para dejeções na Bahia são atendidos pela rede geral de esgoto ou por fossa séptica ligada a ela. Isso significa que 40,5% das residências baianas com algum tipo de banheiro (cerca de 1,952 milhão) não têm acesso ao serviço de esgoto. Embora tenha havido um leve aumento na cobertura entre 2016 e 2022, passando de 58,5% para 59,5%, essa melhora é considerada estatisticamente estável.
A expansão da rede de esgoto é mais expressiva nas áreas urbanas, alcançando 77,2% dos domicí















