A renovação da concessão da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), com vencimento em 2027, está sendo questionada por deputados estaduais baianos. Durante uma audiência pública promovida pela Comissão de Agropecuária da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), realizada na Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, a Coelba foi alvo de reclamações por sua ineficiência energética.

O presidente da Comissão, Manoel Rocha (União), destacou que a falta de eficiência energética é um grande obstáculo para o crescimento do agronegócio na Bahia. Ele enfatizou que a insatisfação com a Coelba é generalizada entre os deputados, independentemente de estarem na situação ou oposição, e até mesmo no governo, o que poderia facilitar a adoção de medidas mais drásticas contra a distribuidora.
Rocha afirmou: “A insatisfação é geral. Esse debate terá que passar pela Assembleia, e não há nenhum deputado da situação ou oposição que defenda a qualidade dos serviços da Coelba. A rejeição é unânime na assembleia e também no governo. Secretários estaduais estiveram aqui manifestando a posição do governo contra a qualidade dos serviços prestados pela Coelba. Portanto, existe uma grande possibilidade de o contrato não ser renovado.”
A Coelba é cobrada para que invista e atenda as demandas que são de sua responsabilidade, uma vez que a falta de infraestrutura energética prejudica produtores agrícolas de pequeno, médio e grande porte. Durante a audiência, João Lopes Araújo, presidente da Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé), ressaltou a urgência do tema e a necessidade de atenção por parte da empresa e do governo.
O superintendente da Coelba, presente no encontro, ouviu as críticas e falou sobre os investimentos realizados no setor nos últimos anos, garantindo que a empresa se comprometerá a atender as demandas do setor.
Vale lembrar que em novembro de 2021, a AL-BA instalou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias contra a Coelba, proposta pelo então deputado Tum. No entanto, a CPI não avançou devido a disputas entre membros governistas e oposicionistas pela presidência da comissão.
















