A violência contra as mulheres na Bahia teve uma queda expressiva nos dois primeiros meses de 2023. Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), o número de feminicídios no estado reduziu de 18 para 12 casos, se comparado ao mesmo período do ano anterior, representando uma diminuição de 33%.
Em Salvador e Região Metropolitana (RMS), não houve registro de feminicídio em janeiro e fevereiro deste ano. Já no interior, a redução foi de 7,7%. A SSP-BA atribui os resultados às ações de prevenção e combate à violência contra as mulheres realizadas pelas polícias Civil e Militar.
Entre as iniciativas estão a Operação Ronda Maria da Penha, unidade especializada da PM que atende mulheres com medidas protetivas; e as Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deam), que investigam e acolhem as vítimas. Além disso, a SSP-BA e a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) divulgaram um estudo sobre o perfil das vítimas e dos agressores de feminicídio na Bahia1, visando subsidiar políticas públicas para o enfrentamento do problema.
Apesar da redução, o feminicídio ainda é um grave desafio para a sociedade baiana. Entre 2017 e 2020, foram registrados 364 casos no estado, sendo que em 2022 foram contabilizados 101 feminicídios. A Bahia lidera o ranking do Nordeste em casos de violência contra as mulheres, sendo que a maioria das vítimas são negras, jovens e com baixa escolaridade.
Por isso, é importante denunciar qualquer situação de violência doméstica ou familiar pelo Disque Denúncia (181) ou pelo Disque Direitos Humanos (100). As mulheres também podem procurar ajuda nas Deams ou na Ronda Maria da Penha.
Em Simões Filho, o poder público tem se dedicado a combater o feminicídio de forma efetiva. O prefeito Dinha Tolentino, em seu discurso de abertura dos trabalhos legislativos em 2020, deixou claro que a agressão e o feminicídio não têm lugar em uma sociedade que preza pelo amor e pelo respeito às mulheres. Desde então, em seus discursos, o prefeito tem enfatizado a importância de combater esse tipo de violência.
A Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SPM), liderada por Andrea Almeida, tem trabalhado incansavelmente para combater o feminicídio e incentivar as mulheres a denunciar qualquer forma de violência, seja por meio do disque 180 ou dos órgãos de proteção à violência. A SPM também oferece serviços de acolhimento, orientação e encaminhamento às vítimas, demonstrando um compromisso sério com a proteção e o bem-estar das mulheres na cidade.
Foto: Ares Soares

















